A estrutura de de diretórios do Linux é bastante diferente daquela que os usuários estão acostumados no Windows. No SO da Microsoft os arquivos de sistema ficam concentrados nas pastas “Windows” e “Arquivos de Programas”, assim é possível criar e organizar as pastas da forma que o usuário quiser. Já no Linux o diretório raiz está tomado pelas pastas do sistema. Os usuários devem preferencialmene utilizar o diretório /home para armazenar seus arquivos pessoais.

Outra diferença relevante é que no Linux os discos não os discos e partições não aparecem necessariamente como unidades diferentes (C:, D:, E: do Windows). Tudo faz parte de um único diretório, chamado diretório raiz.

Diretórios do Linux

/bin
Armazena os executáveis de alguns comandos básicos do sistema, como o su, tar, cat, rm, pwd, etc.

/usr
O grosso dos programas ficam instalados dentro do diretório /usr (de “user”). Este é de longe o diretório com mais arquivos em qualquer distribuição Linux, pois é aqui que ficam os executáveis e bibliotecas de todos os principais programas.

/usr/bin
Armazena cerca de 2.000 programas e atalhos para programas numa instalação típica.

/usr/lib
Onde ficam armazenadas bibliotecas usadas pelos programas. As funções destas bibliotecas lembram um pouco a dos arquivos.dll no Windows. As bibliotecas com extensão .a são bibliotecas estáticas, enquanto as terminadas em .so.versão (xxx.so.1, yyy.so.3, etc.) são bibliotecas compartilhadas, usadas por vários programas e necessárias para instalar programas distribuídos em código fonte.

/boot
Armazena o Kernel e alguns arquivos usados pelo Lilo (ou grub, dependendo de qual você tiver instalado), que são carregados na fase inicial do boot. Estes arquivos são pequenos, geralmente ocupam menos de 5 MB. Versões antigas do Red Hat e de outras distribuições criam por default uma partição separada para o diretório /boot de cerca de 30 MB.

/dev
Que é de longe o exemplo mais exótico de estrutura de diretório no Linux. Todos os arquivos contidos aqui. Como por exemplo /dev/hda, /dev/dsp, /dev/modem, etc. não são arquivos armazenados no HD, mas sim links para dispositivos de hardware. Por exemplo, todos os arquivos gravados no “arquivo” /dev/dsp serão reproduzidos pela placa de som, enquanto o “arquivo” /dev/ttyS0 contém os dados enviados pelo mouse (ou outro dispositivo conectado na porta serial 1). Esta organização visa facilitar a vida dos programadores, que podem acessar o Hardware do micro simplesmente fazendo seus programas lerem e gravarem em arquivos. Não é preciso nenhum comando esdrúxulo para tocar um arquivo em Wav, basta “copiá-lo” para o arquivo /dev/dsp, o resto do trabalho é feito pelo Kernel. O mesmo se aplica ao enviar um arquivo pela rede, ler as teclas do teclado ou os clicks do mouse e assim por diante.

/etc
Concentra os arquivos de configuração do sistema, substituindo de certa forma o registro do Windows. A vantagem é que enquanto o registro é uma espécie de caixa preta, os scripts do diretório /etc são desenvolvidos justamente para facilitar a edição manual. É verdade que na maioria dos casos isto não é necessário, graças aos inúmeros utilitários, mas a possibilidade continua aí. Os arquivos recebem o nome dos programas seguidos geralmente da extensão .conf. Por exemplo, o arquivo de configuração do serviço de dhcp é o dhcpd.conf, enquanto o do servidor proftp é o proftpd.conf. Claro, ao contrário do registro os arquivos do /etc não se corrompem sozinhos e é fácil fazer cópias de segurança caso necessário.

/mnt
(de “mount”) recebe este nome justamente por servir de ponto de montagem para o CD-ROM (/mnt/cdrom), drive de disquetes (/mnt/floppy), drives Zip e outros dispositivos de armazenamento. O uso do diretório /mnt é apenas uma convenção. Você pode alterar o ponto de montagem do CD-ROM para /CD, ou qualquer outro lugar se quiser.

Resumindo:

/ É o diretório raiz, todos os demais diretórios estão abaixo dele.
/bin Contém arquivos programas do sistema que são usados com freqüência pelos usuários.
/boot Arquivos estáticos e gerenciador de inicialização.
/dev Arquivos de dispositivos (periféricos).
/etc Arquivos de configuração do sistema, específicos da máquina.
/home Contém os diretórios dos usuários.
/lib Bibliotecas essenciais compartilhadas e módulos do kernel.
/mnt Ponto de montagem para montar um sistema de arquivos temporariamente.
/proc Diretório virtual de informações do sistema.
/root Diretório home do usuário root.
/sbin Diretório de programas usados pelo superusuário root, para administração e controle do funcionamento do sistema.
/tmp Arquivos temporários.
/usr Contém a maior parte de seus programas. Normalmente acessível somente como leitura.
/var Dados variáveis, como: arquivos e diretórios de spool, dados de administração e login, e arquivos transitórios.
/opt Aplicativos adicionais e pacotes de softwares.

Apesar de parecer muito complicado entender os diretórios do Linux logo o usuário percebe que tudo foi organizado de maneira prática com o objetivo de auxiliar os desenvolvedores. Por isso é muito importante entender onde fica armazenado cada parte do sistema se você pretende se tornar um usuário avançado e utilizar as poderosas ferramentas que este incrível SO oferece.